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domingo, 18 de maio de 2014

Falando sobre os SPAMs

Há muito tempo temos os e-mails da Signa hospedados no Google. O serviço do Gmail é muito confiável, raramente tem problemas e por isto escolhemos deixar a hospedagem dos e-mails a cargo deles, deixando de usar os e-mails no mesmo provedor de acesso que usávamos para acessar a Internet.

Mas queria falar aqui sobre os e-mails classificados como SPAM. São os e-mails indesejáveis,
onde alguém descobriu seu e-mail, juntou em uma relação com milhares de outros e vendeu para empresas ou pessoas físicas que ficam anunciando produtos ou tentando dar golpes através de e-mails.

Seu e-mail pode ter sido descoberto de diversas maneiras: você se cadastrou em alguma lista, participou de uma promoção, fez compra em alguma loja virtual, enviou e-mail para algum amigo que enviou para outro, que enviou para outro, numa corrente sem fim, etc. Não é uma informação muito secreta, certo?

O Google tem um filtro que funciona de forma muito boa para SPAM, com uma eficiência que beira os 100%. Não atinge esta marca, mas chega muito próximo disso, e é por isto que ainda perco algum tempo semanal brigando com os SPAM, pois preciso olhar se um e-mail não foi indevidamente classificado como SPAM e escapou da verificação. Isto ainda ocorre, talvez menos de 10 vezes por ano, o que é insignificante no conjunto e-mails recebidos, mas não é insignificante para quem envia aquele e-mail - sem contar que normalmente ocorre para quem lhe envia um e-mail pela primeira vez.

Já li dezenas de recomendações de que não deveríamos pedir para sermos removidos das listas de e-mails indesejáveis. Mas é a única maneira que encontrei para diminuir o número de SPAM. E, as vezes, para e-mails enviados por empresas brasileiras, funciona. Quando o e-mail é enviado por alguma empresa de fora, escrito em inglês, espanhol, ou alguma língua árabe ou oriental que não consigo entender, não adianta, por mais que você peça você não é removido da lista.

Algumas empresas nacionais compram estas listas de e-mails para alguma promoção, ou para aumentar sua base de divulgação, e respeitam a vontade das pessoas que pedem para se não mais receber os e-mails. Em alguns casos cheguei a brigar com algumas empresas, como o grupo Abril, para que me retirassem das suas diversas listas de e-mails, e depois de muita briga, funcionou por um bom tempo.

Se quiser também participar desta briga, algumas dicas:
  • Quando o Gmail avisa que é uma mensagem perigosa, normalmente colocando um cabeçalho em vermelho, não tente clicar em nenhum link dela. Simplesmente exclua a mensagem.
  • Não tente se descadastrar de nenhuma mensagem do seu banco. Aliás, nunca clique em nenhum link de nenhuma mensagem do seu banco, tenha ela ido pra SPAM ou não. Já vi pessoas muito inteligentes terem lapsos ao clicar para atualizar o token, o cartão com chaves de segurança, o browser ou qualquer outra atualização em mensagens supostamente enviadas pelo seu banco.
  • Não tente também sair das listas de mensagens que querem te colocar em correntes financeiras ou te dar fortunas no exterior, não adianta. Aliás, não clique nelas.
  • A maioria das mensagens que o sair da lista é feito pelo envio de um e-mail não funciona.
    Quando é feito por um link, veja se o link não é um ZIP antes de clicar. Algumas empresas pedem que você dê o motivo pelo qual está deixando a lista, normalmente isto indica maior chance de sucesso para sair da lista.
Boa sorte pra quem quiser tentar. Atualmente tenho recebido menos de 100 e-mails de SPAM por dia. Já foram mais de 300.

Abraços,

Henri

sábado, 29 de outubro de 2011

O que fazer com um relógio que anda tão rápido

Administrar o tempo é um dos maiores desafios atuais. Talvez este desafio já exista há muito tempo, mas a sensação é que temos cada vez mais coisas para fazer e tão cada vez menos tempo para isto.

Neste dilema, só há uma saída: organizar todas as tarefas e escolher o que será e o que não será feito, e em que ordem. Para isto, há algumas dicas que conheci ao longo do tempo, e que gostaria de dividir com todos.

O primeiro passo é organizar as tarefas. Não é necessário um software de última geração pra isto, já vi pessoas que se organizam pela caixa de entrada dos e-mails, deixando ali apenas o que precisa ser executado, outros que fazem isto num caderno (é mais moroso, mas pode ser igualmente eficaz), outros usam planilhas, documentos, blocos de notas, organizador de tarefas, etc.

Com as tarefas listadas, o próximo passo é classificá-las: para isto, uma das técnicas é separar o que é urgente e o que é importante. Para isto, ao lado de cada tarefa, deve ser marcado se esta tarefa é urgente ou não, ou seja, se é uma atividade que precisa ser realizada rapidamente ou se é uma atividade que possa ser realizada posteriormente sem que esta traga nenhum prejuízo ou que vire um problema maior. Além disso, as atividades precisam ser classificadas como importantes ou não: isto vai nos ajudar a não deixar de fazer algo que seja importante, mas que, como não é urgente, vai ficando em segundo plano até um ponto que se torna urgente, e precisa ser feito às pressas, ou que vira uma oportunidade perdida, pois não foi vista enquanto havia tempo hábil pra isto.

Imagine então uma folha dividida em 4 partes, como mostrado na figura a esquerda: as tarefas que são importantes deveriam ficar na parte superior, e as tarefas que não são importantes na parte inferior. Ao mesmo tempo, as tarefas urgentes deveriam ficar ao lado esquerdo, e as tarefas que não são urgentes ficariam ao lado direito.

Desta forma há quatro quadrantes, e deveríamos nos importar mais com as atividades que são importantes (os 2 quadrantes superiores): aquilo que é urgente deveria ser feito imediatamente, para que o tempo pudesse ser dedicado às atividades importantes e não urgentes, que poderiam ser feitas com mais calma, no seu devido tempo.

E quanto às atividades que não são importantes? Se não forem urgentes não deveriam ser feitas. E as atividades urgentes, e que não são importantes, deveriam ser avaliadas para verificar se podem deixar de existir ou se há outras pessoas que possam fazê-las. Às vezes acabamos sendo muito centralizadores, e isto só aumenta nossa lista de coisas importantes e urgentes, e nos faz escravos do tempo: nós deixamos de determinar o que devemos fazer e vamos ao sabor daquilo que não pode mais ser adiado.

Outra dica sobre o assunto é aprender a dizer não: muitas vezes ganhamos tarefas que não deveriam ser nossas simplesmente por não querermos questionar quem nos passa as tarefas. Aqui resta apenas termos a sabedoria suficiente sobre quando podemos ou não recusar algo.

Acho este tema muito interessante, e gostei muito do tratamento que o Nuno deu a este assunto na newsletter que você encontra aqui. Além disso, o excelente livro Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, escrito por Stephen R Covey, que é o responsável pela criação do método dos 4 quadrantes, brevemente descrito acima, trata muito bem deste assunto.

Agora, independente de tudo, há uma impressão forte: o relógio está andando mais rápido, não está?

Abraços,

Henri