Esta semana terminei de ler o livro digital Sapiens - Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari, que me foi recomendado no mês passado. Um passeio pela história desde os Neandertais até projeções sobre o futuro, o livro é absolutamente fascinante. Imperdível.
Inicialmente achei que se tratava de um livro com foco completamente diferente. Ao explorar o surgimento do homo sapiens e sua convivência com o homo neanderthalensis, mostrando várias características que eu desconhecia, eu imaginava estar lendo um livro sobre biologia.
Depois o livro se encaminha para falar mais de história, falando sobre a Revolução Agrícola de uma maneira que eu jamais imaginaria ler. Daí vai falar da Revolução Industrial, e realmente caminha para ser um livro da história da humanidade.
Tem vários trechos ótimos, e alguns que dão dor no estômago. A maneira como o autor trata todas as religiões é bastante pesada, e é necessário ter estofo pra simplesmente não parar de ler. E além de falar de várias religiões, todas tratadas de maneira semelhante, há explicações sobre a prevalência de umas sobre outras, o que faz de uma leitura indigesta algo interessante.
Depois a abordagem passa a ser sobre sistemas de governo, falando do comunismo e do capitalismo, e caminhando um pouco mais na história. Fala sobre a admissão da ignorância como fundamental para o progresso. E posteriormente sobre felicidade e a evolução futura do Homo Sapiens. No fim temos um livro que mistura, e muito bem, a biologia com a história.
Diversas histórias do livro são sensacionais. A história sobre o nível intrínseco de felicidade de cada pessoa é fantástica, tive oportunidade de partilhar esta com meus familiares, e nenhum deles conseguiu contrariar as conclusões do autor.
O autor é bastante novo (pelo menos pro meu referencial). Tem 40 anos, é israelense, PhD em História pela Universidade de Oxford, e tem um curso sobre este livro. Alguns dos vídeos podem ser vistos neste link. Este vídeo, em especial, bem curto, passa sobre os temas do livro de uma forma muito melhor, é claro, do que fiz acima, sem legendas, mas não precisa delas.
O próximo livro, já na lista das próximas leituras, é do mesmo autor e se chama Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã. Este, aliás, foi o livro que um amigo recomendou que lesse, mas fez uma ressalva: vale a pena ler o Sapiens primeiro. Não sei como será o próximo, mas este valeu muito a pena.
Abraços,
Henri Coelho
Este é um blog onde se pretende escrever um pouco de tudo, passeando por livros, esporte e muita coisa interessante.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Sapiens, de Yuval Noah Harari
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Local:
São Paulo, SP, Brasil
sábado, 26 de maio de 2012
O Sinal
Minha última leitura foi o livro O Sinal, do historiador Thomas de Wesselow, que tem como subtítulo "O Santo Sudário e o Segredo da Ressureição".
Trata-se de um livro histórico: na orelha do livro, há a informação de que o autor se dedica, em tempo integral, desde 2007, ao estudo histórico do Santo Sudário. O número de referências consultadas e citadas nas notas explicativas é bastante grande, mostrando que houve muito esforço para a escrita do livro.
O Santo Sudário é um lençol de linho de grande dimensão, atualmente guardado em Turim, na Itália, que teria envolvido o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação e até sua ressureição. Neste lençol há uma imagem de um homem de corpo inteiro, tanto de frente quanto de costas. Este homem está nu, com as mãos cobre sua genitália, e mostra muitas marcas de sangue e sinais de tortura.
A primeira parte é a melhor parte do livro: é feita toda a reconstituição histórica da viagem do Sudário de Jerusalém até Turim, com todas as suas paradas, citado como o Sudário havia ficado escondido durante vários séculos sem que ninguém soubesse de sua existência, dobrado num quadro onde apenas o rosto aparecia. A Bíblia é usada em diversos pontos como fonte histórica, com os livros citados do Novo Testamento sendo contextualizados quanto à época de sua escrita, sua autoria, seu grau de confiabilidade, na visão do autor, com alguns outros textos históricos e os chamados Evangelhos Apócrifos também sendo usados como referência.
O principal ponto de questionamento acerca da veracidade do Sudário, que foi uma datação por carbono feita do lençol no final da década de 80, também é muito comentado: neste episódio os três laboratórios classificaram o lençol como tendo sido produzido na Idade Média, por volta do ano de 1.300 D.C., o que o inviabilizaria como lençol mortuário de Jesus. Todas as possíveis falhas deste processo de datação são explicadas no livro.
A segunda parte do livro estraga muito da boa impressão citada acima. É uma pena. Em vários instantes a vontade maior foi a de abandonar a leitura, mas a boa impressão causada na primeira metade me fez seguir em frente e ver até onde aquela história seguiria.
Abraços,
Henri
Trata-se de um livro histórico: na orelha do livro, há a informação de que o autor se dedica, em tempo integral, desde 2007, ao estudo histórico do Santo Sudário. O número de referências consultadas e citadas nas notas explicativas é bastante grande, mostrando que houve muito esforço para a escrita do livro.
O Santo Sudário é um lençol de linho de grande dimensão, atualmente guardado em Turim, na Itália, que teria envolvido o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação e até sua ressureição. Neste lençol há uma imagem de um homem de corpo inteiro, tanto de frente quanto de costas. Este homem está nu, com as mãos cobre sua genitália, e mostra muitas marcas de sangue e sinais de tortura.
A imagem do Sudário é até mais impressionante no negativo do que vista diretamente. A foto ao lado mostra a visão frontal do Sudário com as duas imagens, à esquerda a imagem original e à direita o negativo desta imagem. Quando um fotógrafo amador tirou a primeira foto do sudário e foi fazer a revelação da mesma, é que se percebeu este detalhe que faz toda a diferença.
O livro é dividido em várias seções, mas há duas divisões claras: há uma parte histórica, na qual algumas suposições são feitas para justificar alguns pontos onde há várias teorias possíveis, e outra parte onde há uma grande suposição, e tenta-se justificar boa parte da história baseando-se nesta única suposição.
A primeira parte é a melhor parte do livro: é feita toda a reconstituição histórica da viagem do Sudário de Jerusalém até Turim, com todas as suas paradas, citado como o Sudário havia ficado escondido durante vários séculos sem que ninguém soubesse de sua existência, dobrado num quadro onde apenas o rosto aparecia. A Bíblia é usada em diversos pontos como fonte histórica, com os livros citados do Novo Testamento sendo contextualizados quanto à época de sua escrita, sua autoria, seu grau de confiabilidade, na visão do autor, com alguns outros textos históricos e os chamados Evangelhos Apócrifos também sendo usados como referência.
O principal ponto de questionamento acerca da veracidade do Sudário, que foi uma datação por carbono feita do lençol no final da década de 80, também é muito comentado: neste episódio os três laboratórios classificaram o lençol como tendo sido produzido na Idade Média, por volta do ano de 1.300 D.C., o que o inviabilizaria como lençol mortuário de Jesus. Todas as possíveis falhas deste processo de datação são explicadas no livro.
Na metade do livro há várias páginas que mostram imagens do Sudário, de quadros que o referenciam, de imagens 3D feitas a partir dele e até de esquemas que mostram como o Sudário teria coberto o corpo de Cristo. Em que pese a questionada "prova científica" de que o Sudário é falso, ao chegar nesta parte o leitor se convence de que a relíquia é verdadeira.
A segunda parte do livro estraga muito da boa impressão citada acima. É uma pena. Em vários instantes a vontade maior foi a de abandonar a leitura, mas a boa impressão causada na primeira metade me fez seguir em frente e ver até onde aquela história seguiria.
A revista Veja fez uma reportagem de capa sobre este livro há alguns meses, elogiando bastante o resultado obtido pelo autor. A parte histórica do livro realmente vale muito a pena.
A leitura de livros de não ficção é sempre muito interessante, pelo aprendizado envolvido. Quando a história é muito antiga, como é o caso deste livro, a impressão que fica é a de que ficamos conhecendo uma pequena parte dela, muito influenciada pelo autor, até que façamos a leitura de um novo texto, com outro autor e com outra interpretação, que as vezes contraria tudo o que pensávamos saber a respeito. Por isto a história é sempre viva, e muito fascinante.
Abraços,
Henri
domingo, 4 de dezembro de 2011
Os Pilares da Terra
Alguns ótimos livros acabam nos escapando no tempo, às vezes por terem sido lançados em épocas onde o hábito da leitura não fosse tão frequente. Um destes exemplos é o livro Os Pilares da Terra, de Ken Follet, editado em 2 volumes.
Este livro narra uma história passada no século 12, na Inglaterra dividida pela morte de um Rei sem um sucessor direto, e com alguns pretendentes ao trono se digladiando pelo poder. Com este pano de fundo, a história gira em torno de um padre e sua luta pela organização e saúde financeira de um priorado, passando pelas dificuldades com a construção de uma igreja e as brigas de poder locais.
Desta forma o jeito foi buscá-lo em uma biblioteca, com a leitura ocorrendo mais às pressas para não impedir outras pessoas de terem acesso ao livro. Mas valeu muito a pena, a história é muito bem construída.
O próximo passo é ver a minissérie, feita em 2010, sobre este livro. A expectativa é boa, o livro é nota 10 e espero que a minissérie seja também. Agora é correr atrás dos outros bons livros que me escaparam nestes últimos anos.
Abraços,
Este livro narra uma história passada no século 12, na Inglaterra dividida pela morte de um Rei sem um sucessor direto, e com alguns pretendentes ao trono se digladiando pelo poder. Com este pano de fundo, a história gira em torno de um padre e sua luta pela organização e saúde financeira de um priorado, passando pelas dificuldades com a construção de uma igreja e as brigas de poder locais.
Quando comentava sobre o livro Queda de Gigantes, do mesmo autor, fiquei sabendo deste livro, e me interessei por sua leitura. Não o encontrei em nenhuma livraria, on line ou física, e somente vi exemplares a venda em alguns sebos. O problema maior é o preço cobrado, por ser um livro fora de catálogo: o primeiro volume, no único sebo on line que o possuía em estoque, custava mais de R$ 100,00.
Desta forma o jeito foi buscá-lo em uma biblioteca, com a leitura ocorrendo mais às pressas para não impedir outras pessoas de terem acesso ao livro. Mas valeu muito a pena, a história é muito bem construída. O próximo passo é ver a minissérie, feita em 2010, sobre este livro. A expectativa é boa, o livro é nota 10 e espero que a minissérie seja também. Agora é correr atrás dos outros bons livros que me escaparam nestes últimos anos.
Abraços,
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