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domingo, 17 de setembro de 2017

Homo Deus, de Yuval Noah Harari

Homo Deus, uma breve história do amanhã é o segundo livro de Yuval Noah Harari, mesmo autor de Sapiens - uma breve história da Humanidade, já comentado neste post. Enquanto o livro anterior buscava explicações para a história da humanidade, este se propõe a explicar como será nosso futuro.

Na prática o livro é dividido em 3 blocos: os dois primeiros funcionam como um complemento ao livro Sapiens, exploram mais alguns tópicos que foram ali citados e não empolgam tanto, pra quem leu o primeiro livro, como este o fez. Não são capítulos que não mereçam ser lidos, certamente trazem muita informação interessante, mas a melhor parte está no terceiro bloco, que fala do futuro.

O livro aborda questões relacionadas à fome e à obesidade, comparando suas consequências e o número de mortes causadas por cada uma delas, na sociedade atual. Compara ainda estes dados com as atuais guerras, não sem antes falar sobre como cada um destes tópicos se comportou no passado.

E como fez no livro anterior ele trata alguns temas muito espinhosos, ligados a religião, que fazem o estômago revirar. Mas dá pra relevar estes temas pois o livro acaba sendo muito maior do que isto.

E impressiona a visão do autor de como será nosso futuro. Algumas perguntas que ele tenta responder: como se comportará a expectativa de vida da população em geral e das classes sociais mais favorecidas? seu emprego atual ainda existirá daqui a 20 anos? o que o desenvolvimento da inteligência artificial pode fazer conosco?

São temas como estes que tornam este segundo livro muito valioso, que entra também na categoria dos imperdíveis. E desta vez foi um livro que li em papel e não no Kindle, pois foi presente de um amigo - o mesmo que me indicou o livro anterior, Sapiens.

Boa leitura.
Abraços,

Henri Coelho


domingo, 6 de maio de 2012

Livros e filmes com final feliz

Um de meus hábitos é a leitura. Não sei precisar quantos livros leio anualmente, quando perguntado chuto em torno de 30 por ano, mas o número é muito impreciso. Um bom livro pode te prender por dias ou semanas, um livro ruim pode demorar um mês pra ser lido, quando conseguimos concluir a leitura. Mais do que o número de páginas do livro, influencia a maneira como o escritor trabalha, os capítulos curtos ou longos, a história envolvente ou chata, o nível de detalhes, e por aí vai.

Este ano já li alguns livros bons, outros nem tanto. Alguns que começaram bem, que a história parecia que ia ter uma guinada muito interessante... mas que acabaram na mesmice mais óbvia possível. Talvez haja uma preocupação em preservar as personagens, quem sabe pensando em uma continuação, ou ainda pela proximidade entre autor e personagem gerada durante a criação da obra.

O último livro que li foi Síndrome de Copérnico, do meu xará Henri Loevenbruck. Trata-se da história de Vigo Ravel, esquizofrênico, que ouve vozes e que sempre se julgou louco por conta disso. Ele consegue escapar de um atentado a um prédio, com um número recorde de mortos, por ter escutado uma voz que indicava que algo estava pra acontecer naquele local, e começa se questionar sobre sua loucura, sua doença, sua vida.

O livro é bastante interessante, até perturbador, conforme você acompanha a trajetória da personagem principal, seu envolvimento com as pessoas e a mania de perseguição que dá origem ao título. Acho que criei a expectativa de que o final fosse diferente. Mas de qualquer forma, vale a leitura.

O mesmo raciocínio vale para os filmes. Nas poucas vezes em que o final nos surpreende, e foge do lugar comum, saímos do cinema com uma sensação diferente, como se o roteirista não estivesse seguindo o combinado e ajeitando todas as coisas no final, como deveria ter sido feito. E é muito mais interessante quando ocorre desta maneira.

Um de meus projetos sonhados para o futuro é de escrever um livro. Uma ficção, que possa agregar algo a quem lê, e inspirada nos bons livros que já li, mas com algo a mais. E com certeza com um final fora do quadrado. Sem preservar personagens, mais ao estilo do George R. R. Martin da série Crônicas de Gelo e Fogo do que do Stieg Larsson, da série Millenium.

Quem sabe um dia eu chego lá.

Abraços,

Henri