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domingo, 20 de maio de 2012

O Testamento dos Séculos

Este é o título de outro livro de Henri Loevenbruck, autor francês que também escreveu Síndrome de Copérnico, sobre o qual falei aqui há alguns dias. Este livro foi lançado na França em 2003, mesmo ano de lançamento do livro Código da Vinci, de Dan Brown. Na capa do livro, lançado no Brasil em 2009, há uma chamada dizendo que quem leu o Código da Vinci não pode deixar de ler este livro. Claro que parte da história de Jesus está presente na trama.

Ambos são livros que tratam de descobertas e códigos secretos deixado em pinturas e artefatos antigos feitos por Leonardo da Vinci. O quadro Monalisa tem destaque nas duas obras, com foco diferente em cada uma delas: Dan Brown tenta explicar mais sobre o quadro, a representação do masculino e feminino existente nele, e meu xará sai em busca de um código secreto pintado nele.

O Livro "O testamento dos séculos" se inicia com um relato de um monastério completamente isolado no deserto da Judeia, onde os Monges levam uma vida de orações e onde guardam o último segredo deixado por Jesus Cristo.

Depois a ação do livro se muda para os Estados Unidos, onde um autor de sucesso em uma série americana, produzida pela HBO, com sexo como tema central, recebe a notícia da morte de seu pai, residente na França, e a quem não via há 11 anos. Há nova mudança de cenário, agora para a França, com novos personagens sendo inserido aos poucos na trama.

É um livro agradável de ler, porém inferior, pra mim, ao outro livro do mesmo autor, que comentei anteriormente. Achei o outro livro mais original, com toda a perturbação mostrada pelo esquizofrênico; este livro parece ser menos inspirado, embora também certamente trabalhoso de se escrever.

Estou agora terminando a leitura de outro livro, que fala sobre o Sudário - de novo Jesus como tema - mas este fica pra um próximo Post.

Abraços,

Henri


domingo, 6 de maio de 2012

Livros e filmes com final feliz

Um de meus hábitos é a leitura. Não sei precisar quantos livros leio anualmente, quando perguntado chuto em torno de 30 por ano, mas o número é muito impreciso. Um bom livro pode te prender por dias ou semanas, um livro ruim pode demorar um mês pra ser lido, quando conseguimos concluir a leitura. Mais do que o número de páginas do livro, influencia a maneira como o escritor trabalha, os capítulos curtos ou longos, a história envolvente ou chata, o nível de detalhes, e por aí vai.

Este ano já li alguns livros bons, outros nem tanto. Alguns que começaram bem, que a história parecia que ia ter uma guinada muito interessante... mas que acabaram na mesmice mais óbvia possível. Talvez haja uma preocupação em preservar as personagens, quem sabe pensando em uma continuação, ou ainda pela proximidade entre autor e personagem gerada durante a criação da obra.

O último livro que li foi Síndrome de Copérnico, do meu xará Henri Loevenbruck. Trata-se da história de Vigo Ravel, esquizofrênico, que ouve vozes e que sempre se julgou louco por conta disso. Ele consegue escapar de um atentado a um prédio, com um número recorde de mortos, por ter escutado uma voz que indicava que algo estava pra acontecer naquele local, e começa se questionar sobre sua loucura, sua doença, sua vida.

O livro é bastante interessante, até perturbador, conforme você acompanha a trajetória da personagem principal, seu envolvimento com as pessoas e a mania de perseguição que dá origem ao título. Acho que criei a expectativa de que o final fosse diferente. Mas de qualquer forma, vale a leitura.

O mesmo raciocínio vale para os filmes. Nas poucas vezes em que o final nos surpreende, e foge do lugar comum, saímos do cinema com uma sensação diferente, como se o roteirista não estivesse seguindo o combinado e ajeitando todas as coisas no final, como deveria ter sido feito. E é muito mais interessante quando ocorre desta maneira.

Um de meus projetos sonhados para o futuro é de escrever um livro. Uma ficção, que possa agregar algo a quem lê, e inspirada nos bons livros que já li, mas com algo a mais. E com certeza com um final fora do quadrado. Sem preservar personagens, mais ao estilo do George R. R. Martin da série Crônicas de Gelo e Fogo do que do Stieg Larsson, da série Millenium.

Quem sabe um dia eu chego lá.

Abraços,

Henri