Li esta semana este grande clássico de Ernest Hemingway, "O velho e o mar". Este livro me foi recomendado há alguns meses, já tinha ouvido falar muito dele mas a recomendação foi mais forte e criou toda a expectativa sobre uma grande obra.
O livro é bem curto, e foi escrito na década de 50, em Cuba. Trata-se da história de um pescador já idoso, e de um garoto que trabalhava com ele nas pescarias mas que, por pressão dos pais, pela má sorte do velho, começou a trabalhar em outro barco. Mas não perdeu a amizade pelo velho, e se tornou mais que um amigo, quase um responsável por ele.
O livro retrata um momento difícil na vida do velho pescador, Santiago, que está há quase 3 meses sem pegar nenhum peixe, e sua solidão no mar ao sair pra pescar com todos estes dias sem sucesso nas costas. E sua batalha para tentar pegar o maior peixe da sua vida.
O livro é bom, sem dúvida. A maneira como o sofrimento do velho durante a pescaria é narrado, bem como a narrativa sobre os cuidados do menino, Manolin, com Santiago, consegue mostrar muito bem os sentimentos de cada um dos dois.
Hemingway ganhou um Prêmio Nobel de Literatura, e este livro foi especificamente citado entre os motivos pelo qual o prêmio Nobel foi dado a ele: "Por seu poderoso domínio da arte da narração moderna, mais recentemente evidenciado em O velho e o mar, e pela influência que exerceu sobre o estilo contemporâneo".
Com este livro ocorreu comigo o que já havia ocorrido em outras situações: a obra é muito recomendada, a expectativa é muito grande e o livro é bom, mas não consegui achar ótimo como esperava. Acho que se eu tivesse lido sem uma expectativa tão alta teria gostado mais.
Abraços,
Henri Coelho
Este é um blog onde se pretende escrever um pouco de tudo, passeando por livros, esporte e muita coisa interessante.
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sábado, 11 de fevereiro de 2017
O velho e o mar, de Ernest Hemingway
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Sapiens, de Yuval Noah Harari
Esta semana terminei de ler o livro digital Sapiens - Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari, que me foi recomendado no mês passado. Um passeio pela história desde os Neandertais até projeções sobre o futuro, o livro é absolutamente fascinante. Imperdível.
Inicialmente achei que se tratava de um livro com foco completamente diferente. Ao explorar o surgimento do homo sapiens e sua convivência com o homo neanderthalensis, mostrando várias características que eu desconhecia, eu imaginava estar lendo um livro sobre biologia.
Depois o livro se encaminha para falar mais de história, falando sobre a Revolução Agrícola de uma maneira que eu jamais imaginaria ler. Daí vai falar da Revolução Industrial, e realmente caminha para ser um livro da história da humanidade.
Tem vários trechos ótimos, e alguns que dão dor no estômago. A maneira como o autor trata todas as religiões é bastante pesada, e é necessário ter estofo pra simplesmente não parar de ler. E além de falar de várias religiões, todas tratadas de maneira semelhante, há explicações sobre a prevalência de umas sobre outras, o que faz de uma leitura indigesta algo interessante.
Depois a abordagem passa a ser sobre sistemas de governo, falando do comunismo e do capitalismo, e caminhando um pouco mais na história. Fala sobre a admissão da ignorância como fundamental para o progresso. E posteriormente sobre felicidade e a evolução futura do Homo Sapiens. No fim temos um livro que mistura, e muito bem, a biologia com a história.
Diversas histórias do livro são sensacionais. A história sobre o nível intrínseco de felicidade de cada pessoa é fantástica, tive oportunidade de partilhar esta com meus familiares, e nenhum deles conseguiu contrariar as conclusões do autor.
O autor é bastante novo (pelo menos pro meu referencial). Tem 40 anos, é israelense, PhD em História pela Universidade de Oxford, e tem um curso sobre este livro. Alguns dos vídeos podem ser vistos neste link. Este vídeo, em especial, bem curto, passa sobre os temas do livro de uma forma muito melhor, é claro, do que fiz acima, sem legendas, mas não precisa delas.
O próximo livro, já na lista das próximas leituras, é do mesmo autor e se chama Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã. Este, aliás, foi o livro que um amigo recomendou que lesse, mas fez uma ressalva: vale a pena ler o Sapiens primeiro. Não sei como será o próximo, mas este valeu muito a pena.
Abraços,
Henri Coelho
Inicialmente achei que se tratava de um livro com foco completamente diferente. Ao explorar o surgimento do homo sapiens e sua convivência com o homo neanderthalensis, mostrando várias características que eu desconhecia, eu imaginava estar lendo um livro sobre biologia.
Depois o livro se encaminha para falar mais de história, falando sobre a Revolução Agrícola de uma maneira que eu jamais imaginaria ler. Daí vai falar da Revolução Industrial, e realmente caminha para ser um livro da história da humanidade.
Tem vários trechos ótimos, e alguns que dão dor no estômago. A maneira como o autor trata todas as religiões é bastante pesada, e é necessário ter estofo pra simplesmente não parar de ler. E além de falar de várias religiões, todas tratadas de maneira semelhante, há explicações sobre a prevalência de umas sobre outras, o que faz de uma leitura indigesta algo interessante.
Depois a abordagem passa a ser sobre sistemas de governo, falando do comunismo e do capitalismo, e caminhando um pouco mais na história. Fala sobre a admissão da ignorância como fundamental para o progresso. E posteriormente sobre felicidade e a evolução futura do Homo Sapiens. No fim temos um livro que mistura, e muito bem, a biologia com a história.
Diversas histórias do livro são sensacionais. A história sobre o nível intrínseco de felicidade de cada pessoa é fantástica, tive oportunidade de partilhar esta com meus familiares, e nenhum deles conseguiu contrariar as conclusões do autor.
O autor é bastante novo (pelo menos pro meu referencial). Tem 40 anos, é israelense, PhD em História pela Universidade de Oxford, e tem um curso sobre este livro. Alguns dos vídeos podem ser vistos neste link. Este vídeo, em especial, bem curto, passa sobre os temas do livro de uma forma muito melhor, é claro, do que fiz acima, sem legendas, mas não precisa delas.
O próximo livro, já na lista das próximas leituras, é do mesmo autor e se chama Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã. Este, aliás, foi o livro que um amigo recomendou que lesse, mas fez uma ressalva: vale a pena ler o Sapiens primeiro. Não sei como será o próximo, mas este valeu muito a pena.
Abraços,
Henri Coelho
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sábado, 21 de janeiro de 2017
Kindle
Há pouco mais de 2 anos uso o Kindle, da Amazon, como meu leitor pessoal. Durante este período comprei poucos livros físicos, e fico cada vez mais a vontade com a leitura em mídia digital. Para quem sempre lê na tela do computador e não se sente tão confortável, a experiência de leitura em um e-reader é completamente diferente e muito mais prazerosa.
Quando se está acostumado com a leitura em livros de papel é muito difícil achar que um equipamento vá lhe trazer as mesmas sensações de prazer. Mas ler um livro de 1.000 páginas em papel acaba sendo desconfortável pelo peso do livro, principalmente para pessoas que, como é o meu caso, não leem somente sentadas junto a uma mesa que apoie o livro, mas que também leem deitadas, sentadas sem apoio, em pé no metrô, por exemplo.
Além disso o preço dos livros digitais têm caído bastante ao longo do tempo, o que incentiva mais a leitura. A facilidade da compra é enorme, por exemplo a própria Amazon tem um serviço no site de compre com um clique, onde você já tem o cartão de crédito cadastrado e a compra é efetivada em questão de segundos, e você já recebe, no Kindle, o livro que acabou de comprar.
E o Kindle ainda tem a facilidade de receber documentos pessoais em formato Mobi, onde este documento fica formatado exatamente como um livro digital, com todas as facilidades deste. Uma mão na roda para ser usada para o bem ou para o mal. Além de várias outras vantagens, como a bateria que dura algumas semanas, e dependendo do uso pode durar até 1 mês, da facilidade de aumentar o tamanho da letra, da iluminação de fundo, da capacidade de armazenar milhares de livros, etc.
Mas nem tudo são flores, é claro. Uma das maiores dificuldades do Kindle é você decorar o nome do livro e o autor, se este não lhe era conhecido. A facilidade de ligar o aparelho e já aparecer posicionado na página onde você parou a leitura é ótima, porém se você ler o livro inteiro sem alternar com outros livros você não vê mais a capa do livro, como ocorre com o livro físico, e é comum se esquecer do nome do autor ou título do livro que está lendo. Se ele sempre mostrasse a capa do livro por 2 ou 3 segundos toda vez que você liga o Kindle resolveria este caso.
Outro aspecto que não é legal é a visualização de tabelas. Ele mostra a tabela, normalmente, ocupando na horizontal apenas uma página, o que torna difícil a leitura se a tabela, por exemplo, no livro físico ocupa uma página em formato paisagem. Neste ponto é complicado ver a tabela, e como está se tornando mais comum comigo atualmente, recorro ao celular para tirar uma foto da tela e ampliar para conseguir ler. Ter facilidades de zoom neste caso no próprio Kindle ajudaria bastante.
E por último, e só reparei neste último livro que estou lendo, o excelente Sapiens - uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari - claro que tive que recorrer ao Google pois não lembrava do nome do autor - ele deixou de seguir as regras da língua portuguesa ao hifenizar as palavras. Até então isto não ocorria, e é muito estranho ler as palavras separadas de forma errada.
Mas o aspecto geral é muito bom, e os pontos positivos superam, e muito, os negativos. Que sempre podem ser melhorados, afinal é só uma questão de melhorar o software, certo Amazon?
Abraços,
Henri Coelho
Quando se está acostumado com a leitura em livros de papel é muito difícil achar que um equipamento vá lhe trazer as mesmas sensações de prazer. Mas ler um livro de 1.000 páginas em papel acaba sendo desconfortável pelo peso do livro, principalmente para pessoas que, como é o meu caso, não leem somente sentadas junto a uma mesa que apoie o livro, mas que também leem deitadas, sentadas sem apoio, em pé no metrô, por exemplo.
Além disso o preço dos livros digitais têm caído bastante ao longo do tempo, o que incentiva mais a leitura. A facilidade da compra é enorme, por exemplo a própria Amazon tem um serviço no site de compre com um clique, onde você já tem o cartão de crédito cadastrado e a compra é efetivada em questão de segundos, e você já recebe, no Kindle, o livro que acabou de comprar.
E o Kindle ainda tem a facilidade de receber documentos pessoais em formato Mobi, onde este documento fica formatado exatamente como um livro digital, com todas as facilidades deste. Uma mão na roda para ser usada para o bem ou para o mal. Além de várias outras vantagens, como a bateria que dura algumas semanas, e dependendo do uso pode durar até 1 mês, da facilidade de aumentar o tamanho da letra, da iluminação de fundo, da capacidade de armazenar milhares de livros, etc.
Mas nem tudo são flores, é claro. Uma das maiores dificuldades do Kindle é você decorar o nome do livro e o autor, se este não lhe era conhecido. A facilidade de ligar o aparelho e já aparecer posicionado na página onde você parou a leitura é ótima, porém se você ler o livro inteiro sem alternar com outros livros você não vê mais a capa do livro, como ocorre com o livro físico, e é comum se esquecer do nome do autor ou título do livro que está lendo. Se ele sempre mostrasse a capa do livro por 2 ou 3 segundos toda vez que você liga o Kindle resolveria este caso.Outro aspecto que não é legal é a visualização de tabelas. Ele mostra a tabela, normalmente, ocupando na horizontal apenas uma página, o que torna difícil a leitura se a tabela, por exemplo, no livro físico ocupa uma página em formato paisagem. Neste ponto é complicado ver a tabela, e como está se tornando mais comum comigo atualmente, recorro ao celular para tirar uma foto da tela e ampliar para conseguir ler. Ter facilidades de zoom neste caso no próprio Kindle ajudaria bastante.
E por último, e só reparei neste último livro que estou lendo, o excelente Sapiens - uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari - claro que tive que recorrer ao Google pois não lembrava do nome do autor - ele deixou de seguir as regras da língua portuguesa ao hifenizar as palavras. Até então isto não ocorria, e é muito estranho ler as palavras separadas de forma errada.
Mas o aspecto geral é muito bom, e os pontos positivos superam, e muito, os negativos. Que sempre podem ser melhorados, afinal é só uma questão de melhorar o software, certo Amazon?
Abraços,
Henri Coelho
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Os livros de Jo Nesbo
Nosso tempo livre é muito escasso. Daí tudo vira questão de priorizar, de escolher aquilo que se quer fazer em detrimento de outras atividades. Equilibrar as atividades com o tempo disponível é um desafio diário para todos nós.
Gosto muito de séries, sejam na TV, nos filmes ou nos livros. Procuro alternar entre acompanhar uma série ou a leitura de um livro, e me interesso mais, ao contrário de algumas pessoas que conheço, quando vejo um livro que é parte de uma trilogia ou de uma série.
E quando começo a ver ou ler uma série, sempre procuro começar do início dela e, caso esteja gostando, perseguir até o final. Na TV invariavelmente isto ocorre sem problemas, principalmente na atualidade onde a NetFlix e o Now, da Net, apresentam a temporada e o episódio no título, então fica fácil não se enganar.
Mas nos livros isto é mais fácil de ocorrer. Depois da compra o Kindle, de quem sou um usuário bastante satisfeito, só tenho comprado livros digitais, e mesmo com estes a compra as vezes é feita por impulso, por uma recomendação, e as vezes você se depara com um livro que é parte de uma série, mas que não é o primeiro, sem que você saiba disso.
Ocorreu comigo com o escritor de ficção policial norueguês chamado Jo Nesbo (se escreve Jo Nesbø, com uma letra que não existe em nosso alfabeto). Comprei um livro, ainda antes do Kindle, chamado A Estrela do Diabo, e gostei muito da leitura, só que ele citava outros casos resolvidos pelo policial durante o livro. Mais tarde comprei O Redentor, e só aí fui buscar referências sobre esta série, e na Wikipédia encontrei a relação dos livros deste escritor da série Harry Hole.
Sem saber, tinha começado pelo quinto livro da série. Os dois primeiros sequer foram publicados no Brasil, e o terceiro e quarto estavam esgotados, não achei nem em sebos. Embora tenha continuado posteriormente a leitura, com os livros Boneco de Neve - disparado o melhor deles - e O Leopardo, também muito bom, fiquei sempre com a vontade de ler os primeiros livros da série.
O terceiro e quarto livros foram então republicados no Brasil, e consegui compra-los, não em formato digital, mas no velho e pesado formato físico. Os dois livros anteriores? Existem alternativas, mas nenhuma delas tão legais: comprar o livro em inglês, comprar o livro em Português de Portugal ou procurar alguma versão alternativa, alguém que tenha traduzido o livro para o Português - BR, mas fora das lojas ou vias legais de compra.
Abraços,
Henri Coelho
PS: Havia escrito este post em Maio/2016, e optei por não mexer no que tinha escrito. Na época acabei lendo toda a coleção, retornando ao início e (para contrariedade de muitos) lendo novamente os livros que já tinha lido, até chegar o livro O Leopardo. Mas ficou o gosto amargo de não ter conseguido ler os 2 primeiros livros da forma como gostaria, comprando numa livraria.
Recentemente, há questão de 2 ou 3 meses, estes dois primeiros livros foram lançados no Brasil. E a página da Wikipédia foi atualizada, mostrando agora a nova situação dos livros deste escritor no Brasil, e indicando, inclusive, que há mais um livro desta série lançado na Noruega:
Abraços,
Henri Coelho
Gosto muito de séries, sejam na TV, nos filmes ou nos livros. Procuro alternar entre acompanhar uma série ou a leitura de um livro, e me interesso mais, ao contrário de algumas pessoas que conheço, quando vejo um livro que é parte de uma trilogia ou de uma série.
E quando começo a ver ou ler uma série, sempre procuro começar do início dela e, caso esteja gostando, perseguir até o final. Na TV invariavelmente isto ocorre sem problemas, principalmente na atualidade onde a NetFlix e o Now, da Net, apresentam a temporada e o episódio no título, então fica fácil não se enganar.
Mas nos livros isto é mais fácil de ocorrer. Depois da compra o Kindle, de quem sou um usuário bastante satisfeito, só tenho comprado livros digitais, e mesmo com estes a compra as vezes é feita por impulso, por uma recomendação, e as vezes você se depara com um livro que é parte de uma série, mas que não é o primeiro, sem que você saiba disso.
Ocorreu comigo com o escritor de ficção policial norueguês chamado Jo Nesbo (se escreve Jo Nesbø, com uma letra que não existe em nosso alfabeto). Comprei um livro, ainda antes do Kindle, chamado A Estrela do Diabo, e gostei muito da leitura, só que ele citava outros casos resolvidos pelo policial durante o livro. Mais tarde comprei O Redentor, e só aí fui buscar referências sobre esta série, e na Wikipédia encontrei a relação dos livros deste escritor da série Harry Hole.
Sem saber, tinha começado pelo quinto livro da série. Os dois primeiros sequer foram publicados no Brasil, e o terceiro e quarto estavam esgotados, não achei nem em sebos. Embora tenha continuado posteriormente a leitura, com os livros Boneco de Neve - disparado o melhor deles - e O Leopardo, também muito bom, fiquei sempre com a vontade de ler os primeiros livros da série.
O terceiro e quarto livros foram então republicados no Brasil, e consegui compra-los, não em formato digital, mas no velho e pesado formato físico. Os dois livros anteriores? Existem alternativas, mas nenhuma delas tão legais: comprar o livro em inglês, comprar o livro em Português de Portugal ou procurar alguma versão alternativa, alguém que tenha traduzido o livro para o Português - BR, mas fora das lojas ou vias legais de compra.
Abraços,
Henri Coelho
PS: Havia escrito este post em Maio/2016, e optei por não mexer no que tinha escrito. Na época acabei lendo toda a coleção, retornando ao início e (para contrariedade de muitos) lendo novamente os livros que já tinha lido, até chegar o livro O Leopardo. Mas ficou o gosto amargo de não ter conseguido ler os 2 primeiros livros da forma como gostaria, comprando numa livraria.
Recentemente, há questão de 2 ou 3 meses, estes dois primeiros livros foram lançados no Brasil. E a página da Wikipédia foi atualizada, mostrando agora a nova situação dos livros deste escritor no Brasil, e indicando, inclusive, que há mais um livro desta série lançado na Noruega:
Henri Coelho
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Brutal, e Sombrio, de Luke Delaney
Nestas últimas duas semanas de 2016 me deliciei com dois livros que descobri por indicação da amazon.com.br. O serviço de indicação de livros deles, baseado nas compras realizadas e na lista de desejos é muito interessante e, embora liste vários autores que já conhecia e que já tinha lido, frequentemente apresenta novidades que valem a pena serem exploradas.
No caso deste autor, Luke Delaney, existem 6 livros produzidos no exterior, e apenas 2 traduzidos para o português. Os dois livros traduzidos são Brutal (do original Cold Killing) e Sombrio (do original The Keeper), ambos parte de uma série de 4 livros com um único personagem principal: o detetive Sean Corrigan.
No primeiro livro, Brutal, o inspetor, responsável pela divisão de homicídios de uma sessão da polícia de Londres, tem que investigar a morte de um garoto de programa. O livro mostra trechos narrados pelo assassino e trechos que acompanham a missão do detetive e de outros membros da força policial.
O detetive poderia ser um assassino, pela infância sofrida e pela maneira como pensa e age na tentativa de descobrir o assassino. Há boa reviravolta num livro cujos crimes pareciam resolvidos desde o primeiro capítulo.
No outro livro, Sombrio, há menos mudanças de roteiro, mas o foco continua o mesmo: descobrir um maníaco que sequestra uma mulher de sua casa, e parte da divisão de homicídios se rebela, inicialmente, por ter que investigar algo que não é um assassinato, mas apenas um sequestro. No decorrer da trama o detetive consegue motivar a equipe para tentar evitar que o sequestro vire um homicídio.
Nos dois livros impressiona a forma como os crimes são narrados, com um detalhamento muito grande, quase como se você estivesse lendo algo muito explícito. As vezes a narrativa até incomodava bastante pela riqueza dos detalhes: parecia que você estava assistindo a um filme sem censura nenhuma.
Quanto a Luke Delaney não há muita informação. No prefácio do primeiro livro ele diz que não vai se identificar para que sua família possa ficar protegida. Não há referência a ele na wikipedia (há referência a um homônimo, jogador aposentado de futebol australiano) e alguns textos em português dizem se tratar de um ex-policial londrino, o que faria bastante sentido.
Agora é ficar no aguardo que outras obras deste autor cheguem ao Brasil, e também que a Amazon consiga continuar indicando bons livros - a única ressalva é que eles poderiam indicar apenas livros inéditos pra mim, mas este é um assunto para outro post.
Abraços,
Henri Coelho
No caso deste autor, Luke Delaney, existem 6 livros produzidos no exterior, e apenas 2 traduzidos para o português. Os dois livros traduzidos são Brutal (do original Cold Killing) e Sombrio (do original The Keeper), ambos parte de uma série de 4 livros com um único personagem principal: o detetive Sean Corrigan.No primeiro livro, Brutal, o inspetor, responsável pela divisão de homicídios de uma sessão da polícia de Londres, tem que investigar a morte de um garoto de programa. O livro mostra trechos narrados pelo assassino e trechos que acompanham a missão do detetive e de outros membros da força policial.
O detetive poderia ser um assassino, pela infância sofrida e pela maneira como pensa e age na tentativa de descobrir o assassino. Há boa reviravolta num livro cujos crimes pareciam resolvidos desde o primeiro capítulo.
No outro livro, Sombrio, há menos mudanças de roteiro, mas o foco continua o mesmo: descobrir um maníaco que sequestra uma mulher de sua casa, e parte da divisão de homicídios se rebela, inicialmente, por ter que investigar algo que não é um assassinato, mas apenas um sequestro. No decorrer da trama o detetive consegue motivar a equipe para tentar evitar que o sequestro vire um homicídio.Nos dois livros impressiona a forma como os crimes são narrados, com um detalhamento muito grande, quase como se você estivesse lendo algo muito explícito. As vezes a narrativa até incomodava bastante pela riqueza dos detalhes: parecia que você estava assistindo a um filme sem censura nenhuma.
Quanto a Luke Delaney não há muita informação. No prefácio do primeiro livro ele diz que não vai se identificar para que sua família possa ficar protegida. Não há referência a ele na wikipedia (há referência a um homônimo, jogador aposentado de futebol australiano) e alguns textos em português dizem se tratar de um ex-policial londrino, o que faria bastante sentido.
Agora é ficar no aguardo que outras obras deste autor cheguem ao Brasil, e também que a Amazon consiga continuar indicando bons livros - a única ressalva é que eles poderiam indicar apenas livros inéditos pra mim, mas este é um assunto para outro post.
Abraços,
Henri Coelho
sábado, 26 de outubro de 2013
Da leitura ao Duolingo
Como quem acompanha o blog, ainda que esporadicamente, já sabe, tenho o hábito frequente da leitura. Leio de tudo um pouco: procuro mesclar livros de ficção com não ficção, pra misturar um pouco de aprendizado com a mais pura diversão. Vários autores entre os favoritos, além de alguns livros que nunca entendi por que são tão famosos, nem acho que entenderei, como "A Metamorfose", de Franz Kafka, e "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, mas este ainda vai ser assunto de outro post.
Atualmente uso um tablet, comprado com o intuito de baratear a aquisição dos livros, o que se mostrou, até agora, um barrete. Como a oferta é muito maior nos livros impressos do que nos livros digitais, até por não existir ainda um grande mercado para livros digitais, os preços do livro impresso acabam sendo menores ou iguais aos preços dos livros digitais, o que não justifica a compra, pelo menos sobre o aspecto financeiro.
Mas o tablet, que possui como sistema operacional o Android, tem outra desvantagem, ou vantagem: o acesso à Internet. Então aquilo que foi comprado com um objetivo passa a ser usado mais para o acesso à web do que para o fim inicialmente proposto. E, melhor ainda: atrapalha o hábito da leitura, pois infelizmente o que temos menos disponível, além da grana, é nosso tempo, e quando você começa a gasta-lo com uma coisa, invariavelmente outra fica de lado.
Mas nada é tão bom que não possa melhorar: por sugestão de alguns amigos, comecei a fazer um curso de inglês num software, gratuito, chamado Duolingo. Faz poucos dias que estou fazendo isto, o inglês estava pra lá de enferrujado, a preguiça em relação ao aprendizado de outra língua cada vez maior, e então me deparo com este software. Gratuito. E excelente. E ele incentiva o aprendizado com uma interface intuitiva, que pode ser usada em várias plataformas (só quem trabalha com isto sabe o custo de se fazer assim), misturado com um acompanhamento de sua evolução no aprendizado, com incentivo para que você se desenvolva. Muito bom mesmo.
E assim vamos trocando a diversão da leitura pela diversão do aprendizado. Pelo menos, ao invés de fazer como muitas coisas que compramos na vida com algum objetivo, que quando não alcançado faz com que tenhamos mais uma tralha em casa sem uso, neste caso o destino acabou sendo mais nobre do que o imaginado inicialmente. E a vida segue...
Abraços,
Henri
Atualmente uso um tablet, comprado com o intuito de baratear a aquisição dos livros, o que se mostrou, até agora, um barrete. Como a oferta é muito maior nos livros impressos do que nos livros digitais, até por não existir ainda um grande mercado para livros digitais, os preços do livro impresso acabam sendo menores ou iguais aos preços dos livros digitais, o que não justifica a compra, pelo menos sobre o aspecto financeiro.
Mas o tablet, que possui como sistema operacional o Android, tem outra desvantagem, ou vantagem: o acesso à Internet. Então aquilo que foi comprado com um objetivo passa a ser usado mais para o acesso à web do que para o fim inicialmente proposto. E, melhor ainda: atrapalha o hábito da leitura, pois infelizmente o que temos menos disponível, além da grana, é nosso tempo, e quando você começa a gasta-lo com uma coisa, invariavelmente outra fica de lado.Mas nada é tão bom que não possa melhorar: por sugestão de alguns amigos, comecei a fazer um curso de inglês num software, gratuito, chamado Duolingo. Faz poucos dias que estou fazendo isto, o inglês estava pra lá de enferrujado, a preguiça em relação ao aprendizado de outra língua cada vez maior, e então me deparo com este software. Gratuito. E excelente. E ele incentiva o aprendizado com uma interface intuitiva, que pode ser usada em várias plataformas (só quem trabalha com isto sabe o custo de se fazer assim), misturado com um acompanhamento de sua evolução no aprendizado, com incentivo para que você se desenvolva. Muito bom mesmo.
E assim vamos trocando a diversão da leitura pela diversão do aprendizado. Pelo menos, ao invés de fazer como muitas coisas que compramos na vida com algum objetivo, que quando não alcançado faz com que tenhamos mais uma tralha em casa sem uso, neste caso o destino acabou sendo mais nobre do que o imaginado inicialmente. E a vida segue...
Abraços,
Henri
sexta-feira, 29 de março de 2013
Oportunidade perdida
Em 2009 saiu uma notícia informando que a venda de livros digitais superava a venda de livros físicos no site da Amazon americana. Em algumas categorias, como a de livros de ficção, a venda de e-books superou a venda de livros físicos, considerando todo o mercado norte-americano, no ano de 2011.
A empresa que foi a grande responsável por esta mudança foi a própria Amazon, que lançou um leitor de livros digitais (e-reader) chamado Kindle, que fez muito sucesso, e que acabou provocando uma grande redução no mercado de livros físicos, levando ao fechamento da segunda maior cadeia de livrarias americana, chamada Borders, e a redução significativa do número de lojas da maior rede de livrarias daquele país, chamada Barnes & Noble.
Para fazer todo este sucesso, um dos pilares da estratégia da Amazon foi o preço. Ela fez pesadas negociações com grandes editoras, que aceitaram reduções de até 70% no preço de capa de seus livros para que estes pudessem ser vendidos no meio digital. Com um preço menor, e aparelhos de leitura cada vez com maior capacidade e conforto para os leitores, começou a ser feita esta grande revolução.
Hoje existem vários leitores digitais a venda, inclusive no mercado nacional, basicamente em 2 categorias: aparelhos cuja função principal é a de servir como leitor digital, como é o caso do próprio Kindle, e os tablets, que tem diversas funções, e entre elas aplicativos compatíveis com os livros digitais. Nos 2 casos, há muita facilidade para leitura, para comprar e baixar os livros, não há desconforto visual na leitura, nem a necessidade de se colocar um marcador de páginas quando a leitura é interrompida, visto que abrir na última página lida é uma função básica nestes aplicativos.
E aqui no nosso Brasil? Em dezembro último, a Amazon, após vários ensaios, abriu finalmente a sua loja brasileira. Aqui entramos na oportunidade perdida, citada no título deste post. A negociação com as editoras aqui também foi feita, só que a Amazon não contava que a maior rede de livrarias do Brasil, a Saraiva - Siciliano, já escolada com o que ocorreu no mercado americano, atrapalhasse suas negociações com as editoras.
Pelos números de mercado, mais da metade dos livros são vendidos no Brasil através da Saraiva, considerando tanto as lojas físicas quanto a loja virtual. Isto dá um poder muito grande para a Saraiva frente às editoras. E no mercado circula a informação de que isto tenha sido pela gigante nacional, alertando as editoras que, se os descontos para a Amazon, no caso dos livros digitais, seguisse a mesma política usada pelas editoras americanas, com até 70% de redução no preço de capa, a Saraiva deixaria de distribuir os livros destas editoras. Além disso, deveria haver o lançamento primeiro do livro físico, e somente depois de algum tempo, do livro digital.
Quando seu maior cliente, visando proteger seu mercado, lhe faz uma ameaça destas, não é de se estranhar que as editoras tenham sucumbido. E a Amazon entrou no mercado brasileiro, há 3 meses, oferecendo os mesmos preços que as outras lojas ofereciam para os livros digitais: até 30% de desconto no preço de capa, e aguardando 90 dias, depois do lançamento do livro físico, para lançar o livro digital. Este percentual de desconto é até menor do que boa parte das lojas oferece depois de 3 meses do lançamento, em se tratando dos livros tradicionais, e muitas vezes o livro digital acaba ficando mais caro que o livro em papel. Perdemos então uma grande oportunidade para aumentar o acesso de mais pessoas aos livros, pois o preço é o principal fator de desmotivação para a leitura.
Desta maneira, olhando a realidade atual do mercado, se você gosta de ler livros de autores consagrados, e enxergou no livro digital uma possibilidade de economizar neste seu hábito de leitura, esqueça: não vale a pena comprar um leitor digital. Outros motivos podem te levar para este novo hábito, principalmente as razões ecológicas, mas certamente não as razões econômicas. Simplesmente, não compensa.
PS: muitas das informações acima vieram de um site de tecnologia de que gosto muito, e que tenho em meus favoritos, chamado Gizmodo. Segue abaixo 2 links interessantes sobre este tema:
Gizmodo.com.br: Os desafios da Amazon no Brasil: Saraiva e o receio das editoras
Gizmodo.com.br: Amazon pode comprar Saraiva para enfim desembarcar no Brasil
Gizmodo.com.br: Amazon Brasil estreia com e-books; Kindle chegará por R$299
Abraços,
Henri
A empresa que foi a grande responsável por esta mudança foi a própria Amazon, que lançou um leitor de livros digitais (e-reader) chamado Kindle, que fez muito sucesso, e que acabou provocando uma grande redução no mercado de livros físicos, levando ao fechamento da segunda maior cadeia de livrarias americana, chamada Borders, e a redução significativa do número de lojas da maior rede de livrarias daquele país, chamada Barnes & Noble.
Para fazer todo este sucesso, um dos pilares da estratégia da Amazon foi o preço. Ela fez pesadas negociações com grandes editoras, que aceitaram reduções de até 70% no preço de capa de seus livros para que estes pudessem ser vendidos no meio digital. Com um preço menor, e aparelhos de leitura cada vez com maior capacidade e conforto para os leitores, começou a ser feita esta grande revolução.
Hoje existem vários leitores digitais a venda, inclusive no mercado nacional, basicamente em 2 categorias: aparelhos cuja função principal é a de servir como leitor digital, como é o caso do próprio Kindle, e os tablets, que tem diversas funções, e entre elas aplicativos compatíveis com os livros digitais. Nos 2 casos, há muita facilidade para leitura, para comprar e baixar os livros, não há desconforto visual na leitura, nem a necessidade de se colocar um marcador de páginas quando a leitura é interrompida, visto que abrir na última página lida é uma função básica nestes aplicativos.
E aqui no nosso Brasil? Em dezembro último, a Amazon, após vários ensaios, abriu finalmente a sua loja brasileira. Aqui entramos na oportunidade perdida, citada no título deste post. A negociação com as editoras aqui também foi feita, só que a Amazon não contava que a maior rede de livrarias do Brasil, a Saraiva - Siciliano, já escolada com o que ocorreu no mercado americano, atrapalhasse suas negociações com as editoras.
Pelos números de mercado, mais da metade dos livros são vendidos no Brasil através da Saraiva, considerando tanto as lojas físicas quanto a loja virtual. Isto dá um poder muito grande para a Saraiva frente às editoras. E no mercado circula a informação de que isto tenha sido pela gigante nacional, alertando as editoras que, se os descontos para a Amazon, no caso dos livros digitais, seguisse a mesma política usada pelas editoras americanas, com até 70% de redução no preço de capa, a Saraiva deixaria de distribuir os livros destas editoras. Além disso, deveria haver o lançamento primeiro do livro físico, e somente depois de algum tempo, do livro digital.
Quando seu maior cliente, visando proteger seu mercado, lhe faz uma ameaça destas, não é de se estranhar que as editoras tenham sucumbido. E a Amazon entrou no mercado brasileiro, há 3 meses, oferecendo os mesmos preços que as outras lojas ofereciam para os livros digitais: até 30% de desconto no preço de capa, e aguardando 90 dias, depois do lançamento do livro físico, para lançar o livro digital. Este percentual de desconto é até menor do que boa parte das lojas oferece depois de 3 meses do lançamento, em se tratando dos livros tradicionais, e muitas vezes o livro digital acaba ficando mais caro que o livro em papel. Perdemos então uma grande oportunidade para aumentar o acesso de mais pessoas aos livros, pois o preço é o principal fator de desmotivação para a leitura.
Desta maneira, olhando a realidade atual do mercado, se você gosta de ler livros de autores consagrados, e enxergou no livro digital uma possibilidade de economizar neste seu hábito de leitura, esqueça: não vale a pena comprar um leitor digital. Outros motivos podem te levar para este novo hábito, principalmente as razões ecológicas, mas certamente não as razões econômicas. Simplesmente, não compensa.
PS: muitas das informações acima vieram de um site de tecnologia de que gosto muito, e que tenho em meus favoritos, chamado Gizmodo. Segue abaixo 2 links interessantes sobre este tema:
Gizmodo.com.br: Os desafios da Amazon no Brasil: Saraiva e o receio das editoras
Gizmodo.com.br: Amazon pode comprar Saraiva para enfim desembarcar no Brasil
Gizmodo.com.br: Amazon Brasil estreia com e-books; Kindle chegará por R$299
Abraços,
Henri
sábado, 25 de agosto de 2012
Livros x e-books
Estes dias estava pensando no processo de criação de um livro. Procurei dividir este processo em algumas etapas para facilitar o raciocínio.
Em primeiro lugar um autor (em geral somente um, mas às vezes mais de um) escreve o livro. Este é o principal processo, e certamente o mais demorado: são semanas, ou meses ou até anos trabalhando no enredo, nos detalhes, nas pesquisas, na busca de inspiração até que se tem um produto final.
Este produto passa, então, por uma ou mais críticas, desde a revisão gramatical até a opinião de outros críticos, normalmente mais chegados, que vão dar suas contribuições. Cabe ao autor aceitá-las ou não.
Vou pular uma parte importante, de forma proposital, agora: a negociação com editora para a publicação do livro. Isto pode ter ocorrido a qualquer instante, muitas vezes até antes da escrita do livro.
Em seguida o livro é diagramado por um profissional, ou por um software, nos casos mais simples. Deste processo, temos o primeiro resultado final, que é um livro pronto para ser lido com apoio de um software, como o Adobe PDF. Isto demora alguns dias para ser feito.
Este processo, até este ponto, é o mesmo, não importa se o livro terá um formato digital ou se será impresso. É a parte mais trabalhosa. Deveria ser a mais cara.
Depois disso há uma bifurcação: o livro pode ser convertido para um formato vendável para ser lido em dispositivos especiais - nos computadores ou nos tablets, geralmente num formato chamado EPUB. Ou o livro pode ser impresso, para a leitura no formato tradicional.
No formato tradicional, entram agora diversos custos: o papel que será gasto, o tempo da impressão, o trabalho dos profissionais que imprimem os livros, a impressão da capa, a montagem do livro (que pode ser mecanizada ou não), o lucro da empresa que imprime os livros. Quando os exemplares estão prontos, temos o custo de logística e transporte, para armazenar os livros nas distribuidoras, transportá-los para as livrarias, supermercados ou outros pontos de venda, que vão ter também o custo do estoque até a venda final e sua margem nesta operação.
Não sou especialista neste mercado, atuo somente na parte final, sendo um leitor bastante frequente de livros. O que já li, em vários casos, é que um autor mediano, não um best seller, normalmente ganha 1 ou 2 reais por exemplar vendido. Considerando que um livro novo hoje seja vendido por, pelo menos, R$ 20,00, o autor, que produziu a obra, ficou com 5 a 10% do valor.
Já li também que o ponto de venda tem uma margem entre 30% e 50% do valor, ou seja, a impressão do livro e sua distribuição devem custar algo entre 40% e 60% do valor final do livro.
Já no caso do livro digital não há impressão, nem custo de estoque, nem transporte entre a editora e o ponto de venda. Neste caso, qual o sentido que faz os livros, nos 2 formatos, custarem a mesma coisa? No mínimo, para não sacrificar o ponto de venda, deveria custar 40% a menos que o exemplar físico, e ainda assim seria um absurdo.
Já é difícil as pessoas terem o hábito da leitura, porém com a proliferação dos tablets, principalmente, a cadeia deveria lucrar um pouco menos para vender um pouco mais. Não concordam?
Abraços de um inconformado proprietário de um tablet recém-comprado para ser um leitor de livros digitais.
Em primeiro lugar um autor (em geral somente um, mas às vezes mais de um) escreve o livro. Este é o principal processo, e certamente o mais demorado: são semanas, ou meses ou até anos trabalhando no enredo, nos detalhes, nas pesquisas, na busca de inspiração até que se tem um produto final.
Este produto passa, então, por uma ou mais críticas, desde a revisão gramatical até a opinião de outros críticos, normalmente mais chegados, que vão dar suas contribuições. Cabe ao autor aceitá-las ou não.
Vou pular uma parte importante, de forma proposital, agora: a negociação com editora para a publicação do livro. Isto pode ter ocorrido a qualquer instante, muitas vezes até antes da escrita do livro.
Em seguida o livro é diagramado por um profissional, ou por um software, nos casos mais simples. Deste processo, temos o primeiro resultado final, que é um livro pronto para ser lido com apoio de um software, como o Adobe PDF. Isto demora alguns dias para ser feito.
Este processo, até este ponto, é o mesmo, não importa se o livro terá um formato digital ou se será impresso. É a parte mais trabalhosa. Deveria ser a mais cara.
Depois disso há uma bifurcação: o livro pode ser convertido para um formato vendável para ser lido em dispositivos especiais - nos computadores ou nos tablets, geralmente num formato chamado EPUB. Ou o livro pode ser impresso, para a leitura no formato tradicional.
No formato tradicional, entram agora diversos custos: o papel que será gasto, o tempo da impressão, o trabalho dos profissionais que imprimem os livros, a impressão da capa, a montagem do livro (que pode ser mecanizada ou não), o lucro da empresa que imprime os livros. Quando os exemplares estão prontos, temos o custo de logística e transporte, para armazenar os livros nas distribuidoras, transportá-los para as livrarias, supermercados ou outros pontos de venda, que vão ter também o custo do estoque até a venda final e sua margem nesta operação.
Não sou especialista neste mercado, atuo somente na parte final, sendo um leitor bastante frequente de livros. O que já li, em vários casos, é que um autor mediano, não um best seller, normalmente ganha 1 ou 2 reais por exemplar vendido. Considerando que um livro novo hoje seja vendido por, pelo menos, R$ 20,00, o autor, que produziu a obra, ficou com 5 a 10% do valor.
Já li também que o ponto de venda tem uma margem entre 30% e 50% do valor, ou seja, a impressão do livro e sua distribuição devem custar algo entre 40% e 60% do valor final do livro.
Já no caso do livro digital não há impressão, nem custo de estoque, nem transporte entre a editora e o ponto de venda. Neste caso, qual o sentido que faz os livros, nos 2 formatos, custarem a mesma coisa? No mínimo, para não sacrificar o ponto de venda, deveria custar 40% a menos que o exemplar físico, e ainda assim seria um absurdo.
Já é difícil as pessoas terem o hábito da leitura, porém com a proliferação dos tablets, principalmente, a cadeia deveria lucrar um pouco menos para vender um pouco mais. Não concordam?
Abraços de um inconformado proprietário de um tablet recém-comprado para ser um leitor de livros digitais.
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