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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Sonhos recorrentes

Interessante como as vezes temos sonhos que se repetem ou pelo menos temas recorrentes em nossos sonhos. Aliás, os sonhos pra mim sempre foram um grande mistério.

Normalmente sonho com algo relacionado ao que fiz durante o dia. As vezes assisto um filme que gera uma imersão ou uma continuidade nos sonhos, as vezes um livro que estou lendo, uma conversa com amigos ou familiares, em todos estes casos algo estimulado pelo que ocorreu recentemente.

Em outras ocasiões os sonhos são absolutamente aleatórios: sonhei recentemente que estava nadando - como se soubesse nadar - numa grande lagoa, ou braço de mar, com barcos, muita música, muitas pessoas e a minha preocupação de que poderia me afogar. Mesmo durante os sonhos algumas preocupações reais continuam existindo.

Mas o tema recorrente que mais aparece nos meus sonhos, ultimamente, tem sido meu pai. Não sonho com ele todos os dias, todas as semanas, mas os sonhos são sempre muito intensos e são aqueles poucos que me lembro ao acordar.

Este ano completa 5 anos de sua morte, daqui a pouco mais de 1 mês. E o tema mais frequente destes sonhos é sua não morte: a ciência não consegue explicar, mas ele volta alguns dias ou meses depois de ter morrido e continua convivendo conosco. E tenho que explicar pra todo mundo que aquilo ocorreu, todos me perguntando: mas o pops não morreu?

Eu acredito na continuidade da vida após a morte. Claro que não como mostrado nestes sonhos, alguém de carne e osso convivendo contigo, mas ainda em espírito ou alma, vivo sem um corpo físico.

Já pensei muito no significado deste sonho, mas não cheguei a nenhuma conclusão. Quem sabe nas várias próximas recorrências dele, se houverem, algo mais possa me ajudar a concluir?

Abraços,

Henri Coelho

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Banguela Records

Meu programa preferido no rádio se chama Fim de Expediente, transmitido todas as sextas-feiras entre 18h e 19h pela rádio CBN. São três apresentadores, o ator Dan Stulbach, o economista Teco Medina, e o escritor José Godoy, que têm a capacidade de deixar todos os entrevistados extremamente a vontade e rendem ótimos papos com eles.

Um dos programas que gostei muito foi feito com o produtor musical Carlos Eduardo Miranda, uma das maiores figuraças que já pode ter existido, e com o jornalista Ricardo Alexandre. Eles falavam sobre o lançamento de um filme, chamado "Sem Dentes: Banguela Records e a turma de 94" que retrata a história de um selo independente e as bandas que surgiram nos anos 90.

Depois de ouvir o programa fiquei curioso em ver o filme, e esta semana vi que estaria passando no Canal Brasil. Programa imperdível. O filme entrevista vários artistas conhecidos do grande público, jornalistas, artistas que não conseguiram estourar e, principalmente, o Miranda, que rouba a cena em vários pontos do filme, como já tinha feito no programa de rádio.

O filme retrata o ambiente dos anos 90, onde as várias bandas surgidas nos anos 80 começavam a perder força, e havia um hiato onde outras bandas não tinham espaço para estourar, num cenário de economia bastante ruim. Neste cenário surgiram alguns selos independentes, como o Banguela Records, que permitiram que algumas bandas pudessem gravar seus CDs e ficarem conhecidas do grande público.

Uma das principais características deste selo era não tentar interferir na identidade da banda, característica ressaltada pelo Miranda quando fala da banda Raimundos, que foi a banda mais conhecida apresentada pelo Banguela Records: eles chegaram a ser descobertos por outra gravadora, que queria que o vocalista fizesse aula de dicção e que deixassem de falar palavrões nas músicas, e acabaram fechando com este selo que lhes permitia continuar sendo como eram.

O Banguela Records pertencia à Warner, e foi criado pelo Miranda e pelos Titãs. Alguns integrantes do Titãs como Nando Reis e Charles Gavin tem participação importante no filme, contando vários bastidores da época, além de depoimentos de artistas como Fernanda Takai, do Pato Fú e Samuel Rosa, do Skank retratando a atmosfera dos anos 90.

Além dos Raimundos, outras bandas como Mundo Livre S/A e Little Quail and The Mad Birds também foram lançadas pelo selo. A história de gravação do disco do Mundo Livre S/A é excelente e é narrada em parte na entrevista no rádio e em parte no filme, e vale a pena ser conhecida.

Os programas da CBN ficam disponíveis para serem ouvidos novamente pela Internet, quem se interessar por esta entrevista pode acessar este link, e também ficam disponíveis para baixar em podcast, até em mais de um local, como este aqui.

Boa pedida e ficamos aguardando novos programas do Fim de Expediente com novas descobertas como esta.

Abraços,

Henri

domingo, 6 de maio de 2012

Livros e filmes com final feliz

Um de meus hábitos é a leitura. Não sei precisar quantos livros leio anualmente, quando perguntado chuto em torno de 30 por ano, mas o número é muito impreciso. Um bom livro pode te prender por dias ou semanas, um livro ruim pode demorar um mês pra ser lido, quando conseguimos concluir a leitura. Mais do que o número de páginas do livro, influencia a maneira como o escritor trabalha, os capítulos curtos ou longos, a história envolvente ou chata, o nível de detalhes, e por aí vai.

Este ano já li alguns livros bons, outros nem tanto. Alguns que começaram bem, que a história parecia que ia ter uma guinada muito interessante... mas que acabaram na mesmice mais óbvia possível. Talvez haja uma preocupação em preservar as personagens, quem sabe pensando em uma continuação, ou ainda pela proximidade entre autor e personagem gerada durante a criação da obra.

O último livro que li foi Síndrome de Copérnico, do meu xará Henri Loevenbruck. Trata-se da história de Vigo Ravel, esquizofrênico, que ouve vozes e que sempre se julgou louco por conta disso. Ele consegue escapar de um atentado a um prédio, com um número recorde de mortos, por ter escutado uma voz que indicava que algo estava pra acontecer naquele local, e começa se questionar sobre sua loucura, sua doença, sua vida.

O livro é bastante interessante, até perturbador, conforme você acompanha a trajetória da personagem principal, seu envolvimento com as pessoas e a mania de perseguição que dá origem ao título. Acho que criei a expectativa de que o final fosse diferente. Mas de qualquer forma, vale a leitura.

O mesmo raciocínio vale para os filmes. Nas poucas vezes em que o final nos surpreende, e foge do lugar comum, saímos do cinema com uma sensação diferente, como se o roteirista não estivesse seguindo o combinado e ajeitando todas as coisas no final, como deveria ter sido feito. E é muito mais interessante quando ocorre desta maneira.

Um de meus projetos sonhados para o futuro é de escrever um livro. Uma ficção, que possa agregar algo a quem lê, e inspirada nos bons livros que já li, mas com algo a mais. E com certeza com um final fora do quadrado. Sem preservar personagens, mais ao estilo do George R. R. Martin da série Crônicas de Gelo e Fogo do que do Stieg Larsson, da série Millenium.

Quem sabe um dia eu chego lá.

Abraços,

Henri

sábado, 21 de janeiro de 2012

Os homens que não amavam as mulheres

O livro Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson, tem características bem interessantes. O título do livro, pelo menos em português, serve para afastar a maior parte dos leitores, e por ele você não tem ideia de que se trata de um thriller muito legal.

A história é muito boa e muito bem bolada. A ação do livro é lenta no início, quando você vai se habituando às personagens, e depois passa a ser eletrizante, até chegar em mais ou menos 80% do seu conteúdo. Depois, quando a maioria dos autores gastaria 5 a 10 páginas para dar um final feliz ao assunto, a ação volta a um ritmo mais lento por mais páginas e prepara o terreno pros volumes seguintes.

Este livro é o primeiro da trilogia (como está tão em moda) chamada Millenium. O grande detalhe é que não cabe continuidade a esta trilogia: um ataque cardíaco infelizmente matou o autor dos livros, segundo a breve biografia que acompanha os volumes, pouco tempo depois de ele ter entregue os originais da trilogia à editora.

Neste mês está sendo lançado no Brasil um filme sobre o livro, feito em Holliwood: já houve um outro filme, sueco, de 2009, que retratava esta história, mas que não teve tanto destaque. O filme mais novo, com o título The girl with the dragon tattoo, com Daniel Craig, Rooney Mara e Christopher Plummer, foi lançado com boa repercussão em dezembro de 2011 nos Estados Unidos e na Europa.

No livro, há 2 personagens principais: o jornalista Mikael Blomkvist, que começa o livro em baixa por ter perdido um processo por calúnia e difamação, sendo condenado à prisão por 3 meses, e uma investigadora particular, sem dúvida uma personagem muito marcante, chamada Lisbeth Salander. A história dos dois começa a ser mostrada de forma separada, e depois ela é entrelaçada numa investigação iniciada pelo jornalista.

A leitura vale a pena:  a trilogia é vendida em 2 edições, uma chamada econômica e outra com um acabamento melhor, mas que pra mim não se justifica. E qual a nota que este livro merece? Deveria ser 10, mas vamos descontar um décimo pelo título.

Abraços,

Henri