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sábado, 21 de janeiro de 2012

Os homens que não amavam as mulheres

O livro Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson, tem características bem interessantes. O título do livro, pelo menos em português, serve para afastar a maior parte dos leitores, e por ele você não tem ideia de que se trata de um thriller muito legal.

A história é muito boa e muito bem bolada. A ação do livro é lenta no início, quando você vai se habituando às personagens, e depois passa a ser eletrizante, até chegar em mais ou menos 80% do seu conteúdo. Depois, quando a maioria dos autores gastaria 5 a 10 páginas para dar um final feliz ao assunto, a ação volta a um ritmo mais lento por mais páginas e prepara o terreno pros volumes seguintes.

Este livro é o primeiro da trilogia (como está tão em moda) chamada Millenium. O grande detalhe é que não cabe continuidade a esta trilogia: um ataque cardíaco infelizmente matou o autor dos livros, segundo a breve biografia que acompanha os volumes, pouco tempo depois de ele ter entregue os originais da trilogia à editora.

Neste mês está sendo lançado no Brasil um filme sobre o livro, feito em Holliwood: já houve um outro filme, sueco, de 2009, que retratava esta história, mas que não teve tanto destaque. O filme mais novo, com o título The girl with the dragon tattoo, com Daniel Craig, Rooney Mara e Christopher Plummer, foi lançado com boa repercussão em dezembro de 2011 nos Estados Unidos e na Europa.

No livro, há 2 personagens principais: o jornalista Mikael Blomkvist, que começa o livro em baixa por ter perdido um processo por calúnia e difamação, sendo condenado à prisão por 3 meses, e uma investigadora particular, sem dúvida uma personagem muito marcante, chamada Lisbeth Salander. A história dos dois começa a ser mostrada de forma separada, e depois ela é entrelaçada numa investigação iniciada pelo jornalista.

A leitura vale a pena:  a trilogia é vendida em 2 edições, uma chamada econômica e outra com um acabamento melhor, mas que pra mim não se justifica. E qual a nota que este livro merece? Deveria ser 10, mas vamos descontar um décimo pelo título.

Abraços,

Henri