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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Sapiens, de Yuval Noah Harari

Esta semana terminei de ler o livro digital Sapiens - Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari, que me foi recomendado no mês passado. Um passeio pela história desde os Neandertais até projeções sobre o futuro, o livro é absolutamente fascinante. Imperdível.

Inicialmente achei que se tratava de um livro com foco completamente diferente. Ao explorar o surgimento do homo sapiens e sua convivência com o homo neanderthalensis, mostrando várias características que eu desconhecia, eu imaginava estar lendo um livro sobre biologia.

Depois o livro se encaminha para falar mais de história, falando sobre a Revolução Agrícola de uma maneira que eu jamais imaginaria ler. Daí vai falar da Revolução Industrial, e realmente caminha para ser um livro da história da humanidade.

Tem vários trechos ótimos, e alguns que dão dor no estômago. A maneira como o autor trata todas as religiões é bastante pesada, e é necessário ter estofo pra simplesmente não parar de ler. E além de falar de várias religiões, todas tratadas de maneira semelhante, há explicações sobre a prevalência de umas sobre outras, o que faz de uma leitura indigesta algo interessante.

Depois a abordagem passa a ser sobre sistemas de governo, falando do comunismo e do capitalismo, e caminhando um pouco mais na história. Fala sobre a admissão da ignorância como fundamental para o progresso. E posteriormente sobre felicidade e a evolução futura do Homo Sapiens. No fim temos um livro que mistura, e muito bem, a biologia com a história.

Diversas histórias do livro são sensacionais. A história sobre o nível intrínseco de felicidade de cada pessoa é fantástica, tive oportunidade de partilhar esta com meus familiares, e nenhum deles conseguiu contrariar as conclusões do autor.

O autor é bastante novo (pelo menos pro meu referencial). Tem 40 anos, é israelense, PhD em História pela Universidade de Oxford, e tem um curso sobre este livro. Alguns dos vídeos podem ser vistos neste link. Este vídeo, em especial, bem curto, passa sobre os temas do livro de uma forma muito melhor, é claro, do que fiz acima, sem legendas, mas não precisa delas.

O próximo livro, já na lista das próximas leituras, é do mesmo autor e se chama Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã. Este, aliás, foi o livro que um amigo recomendou que lesse, mas fez uma ressalva: vale a pena ler o Sapiens primeiro. Não sei como será o próximo, mas este valeu muito a pena.

Abraços,

Henri Coelho

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A Felicidade da Noiva

A Raquel se casou. Na semana passada, fui assistir a este momento como já assisti, até pelo fato do número do RG ser baixo, vários outros casamentos. Cada um tem sua particularidade, você consegue se lembrar mais de alguns do que de outros por vários motivos, mas este será lembrado por um motivo em especial: a felicidade da noiva.

Eu nunca havia assistido um casamento budista. Demorei pra me localizar no templo, sabia que assistiria um casamento diferente assim que entrei - tão atrasado que tive que pedir licença para o noivo e passar a frente dele - mas não conseguia ligar as coisas.

Após a quase tradicional entrada do noivo e dos padrinhos, começou a ser mostrado um casamento diferente com a entrada da noiva. Às vezes, como ocorreu quando me casei, há um contraste muito grande entre o nervosismo do noivo e a tranquilidade da noiva, mas neste caso outra coisa irradiava dela. A noiva não estava tranquila, ela estava muito feliz.

Lembrei muito de meu casamento, naquele dia. Lembro muito bem da entrada da Regina na igreja, ela tranquila, eu me acabando de nervoso. Ela entrando com um buquê nas mãos que não tremiam, enquanto eu não conseguia ficar parado.

Mas voltando ao casamento da Raquel: acho que, se o protocolo permitisse, ela entraria na igreja (vou escrever como igreja pois fica mais fácil, mas se refere ao templo) dançando. Ela não fez isto, mas entrou cantando, sorrindo de orelha a orelha, como várias noivas fazem, mas com um aspecto de realização muito grande.

Tudo isto é muito subjetivo, é claro, não sei o que se passava na cabeça dela naquela hora. Mas parecia alguém que estava ali só pensando nas coisas boas do momento, curtindo mesmo, alegre, sem se preocupar se algo poderia dar ou não errado. De novo: isto é subjetivo, mas foi o que pareceu naquele instante.

Após a cerimônia, no coquetel, a imagem era a mesma: ela estava, ou parecia estar, somente se divertindo. Só isto. Todos nós sabemos como nossa mente é ocupada, como nos preocupamos com tudo, mas ali estava alguém aproveitando seu momento, e irradiando felicidade para todos que ali estavam.

Esta imagem ficou em minha cabeça. Na segunda-feira, comentando com a Liria sobre o casamento, a primeira frase que ela disse foi: como a Raquel estava feliz. Foi o suficiente para sedimentar a impressão que havia ficado comigo.

E novamente, como muito do que pensamos, isto ficou adormecido. Ontem vi a imagem abaixo, e veio a tona todas as lembranças acima. As vezes, quando escrevemos, o texto já vem pronto à mente, é só transcrever para o blog. Foi este o caso.


Parabéns ao Paole e à Raquel. Que a felicidade mostrada por ela, no dia deles, os acompanhe por toda a vida, e os ajude a superar todos os obstáculos que aparecerem pelo caminho. Desejo que tenham, em sua convivência, a mesma realização que nós temos.

Abraços,

Henri (e Regina)