Um de meus hábitos é a leitura. Não sei precisar quantos livros leio anualmente, quando perguntado chuto em torno de 30 por ano, mas o número é muito impreciso. Um bom livro pode te prender por dias ou semanas, um livro ruim pode demorar um mês pra ser lido, quando conseguimos concluir a leitura. Mais do que o número de páginas do livro, influencia a maneira como o escritor trabalha, os capítulos curtos ou longos, a história envolvente ou chata, o nível de detalhes, e por aí vai.
Este ano já li alguns livros bons, outros nem tanto. Alguns que começaram bem, que a história parecia que ia ter uma guinada muito interessante... mas que acabaram na mesmice mais óbvia possível. Talvez haja uma preocupação em preservar as personagens, quem sabe pensando em uma continuação, ou ainda pela proximidade entre autor e personagem gerada durante a criação da obra.
O último livro que li foi Síndrome de Copérnico, do meu xará Henri Loevenbruck. Trata-se da história de Vigo Ravel, esquizofrênico, que ouve vozes e que sempre se julgou louco por conta disso. Ele consegue escapar de um atentado a um prédio, com um número recorde de mortos, por ter escutado uma voz que indicava que algo estava pra acontecer naquele local, e começa se questionar sobre sua loucura, sua doença, sua vida.
O livro é bastante interessante, até perturbador, conforme você acompanha a trajetória da personagem principal, seu envolvimento com as pessoas e a mania de perseguição que dá origem ao título. Acho que criei a expectativa de que o final fosse diferente. Mas de qualquer forma, vale a leitura.
O mesmo raciocínio vale para os filmes. Nas poucas vezes em que o final nos surpreende, e foge do lugar comum, saímos do cinema com uma sensação diferente, como se o roteirista não estivesse seguindo o combinado e ajeitando todas as coisas no final, como deveria ter sido feito. E é muito mais interessante quando ocorre desta maneira.
Um de meus projetos sonhados para o futuro é de escrever um livro. Uma ficção, que possa agregar algo a quem lê, e inspirada nos bons livros que já li, mas com algo a mais. E com certeza com um final fora do quadrado. Sem preservar personagens, mais ao estilo do George R. R. Martin da série Crônicas de Gelo e Fogo do que do Stieg Larsson, da série Millenium.
Quem sabe um dia eu chego lá.
Abraços,
Henri
Este é um blog onde se pretende escrever um pouco de tudo, passeando por livros, esporte e muita coisa interessante.
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domingo, 6 de maio de 2012
Livros e filmes com final feliz
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sábado, 21 de janeiro de 2012
Os homens que não amavam as mulheres
O livro Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson, tem características bem interessantes. O título do livro, pelo menos em português, serve para afastar a maior parte dos leitores, e por ele você não tem ideia de que se trata de um thriller muito legal.
A história é muito boa e muito bem bolada. A ação do livro é lenta no início, quando você vai se habituando às personagens, e depois passa a ser eletrizante, até chegar em mais ou menos 80% do seu conteúdo. Depois, quando a maioria dos autores gastaria 5 a 10 páginas para dar um final feliz ao assunto, a ação volta a um ritmo mais lento por mais páginas e prepara o terreno pros volumes seguintes.
Este livro é o primeiro da trilogia (como está tão em moda) chamada Millenium. O grande detalhe é que não cabe continuidade a esta trilogia: um ataque cardíaco infelizmente matou o autor dos livros, segundo a breve biografia que acompanha os volumes, pouco tempo depois de ele ter entregue os originais da trilogia à editora.
No livro, há 2 personagens principais: o jornalista Mikael Blomkvist, que começa o livro em baixa por ter perdido um processo por calúnia e difamação, sendo condenado à prisão por 3 meses, e uma investigadora particular, sem dúvida uma personagem muito marcante, chamada Lisbeth Salander. A história dos dois começa a ser mostrada de forma separada, e depois ela é entrelaçada numa investigação iniciada pelo jornalista.
A história é muito boa e muito bem bolada. A ação do livro é lenta no início, quando você vai se habituando às personagens, e depois passa a ser eletrizante, até chegar em mais ou menos 80% do seu conteúdo. Depois, quando a maioria dos autores gastaria 5 a 10 páginas para dar um final feliz ao assunto, a ação volta a um ritmo mais lento por mais páginas e prepara o terreno pros volumes seguintes.
Este livro é o primeiro da trilogia (como está tão em moda) chamada Millenium. O grande detalhe é que não cabe continuidade a esta trilogia: um ataque cardíaco infelizmente matou o autor dos livros, segundo a breve biografia que acompanha os volumes, pouco tempo depois de ele ter entregue os originais da trilogia à editora.
Neste mês está sendo lançado no Brasil um filme sobre o livro, feito em Holliwood: já houve um outro filme, sueco, de 2009, que retratava esta história, mas que não teve tanto destaque. O filme mais novo, com o título The girl with the dragon tattoo, com Daniel Craig, Rooney Mara e Christopher Plummer, foi lançado com boa repercussão em dezembro de 2011 nos Estados Unidos e na Europa.
No livro, há 2 personagens principais: o jornalista Mikael Blomkvist, que começa o livro em baixa por ter perdido um processo por calúnia e difamação, sendo condenado à prisão por 3 meses, e uma investigadora particular, sem dúvida uma personagem muito marcante, chamada Lisbeth Salander. A história dos dois começa a ser mostrada de forma separada, e depois ela é entrelaçada numa investigação iniciada pelo jornalista.
A leitura vale a pena: a trilogia é vendida em 2 edições, uma chamada econômica e outra com um acabamento melhor, mas que pra mim não se justifica. E qual a nota que este livro merece? Deveria ser 10, mas vamos descontar um décimo pelo título.
Abraços,
Henri
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